Mudança de Vida e Mente em Equilíbrio: Da Zona de Conforto ao Empurrão da Vida

O primeiro sinal para mudarmos de vida é dado muito antes de vir a mente frases como “a vaca foi pro brejo”, “não vejo saída nisso”, “foi do nada e tudo se desequilibrou”, entre outras.

Você pode se perguntar “Então… Como foi que eu não vi isso acontecer” e eu vou te responder que nós até vemos, mas, fingimos que não vemos, pois, bem ou mal, quando o lugar em que ocupamos está confortável, ainda que encontremos alguma insatisfaçãozinha, não sairemos de lá tão facilmente.

O mundo é dinâmico, nossa consciência pede mudança o tempo todo. Estamos aqui para servir e evoluir; contudo, a infeliz ironia é que somos ótimos em nos adaptar inclusive ao que há de pior. E é desse jeito que nos agarramos à zona de conforto até que ela venha a nos afogar de vez.

Neste sentido, entenda: quando as situações chegam a tal nível, é porque, infelizmente, passou da hora de enfiarmos na cabeça simplesmente que não dá mais para ficar no mesmo lugar. Afinal, a vida da gente sai do eixo porque ficamos tão necessitados em permanecer confortáveis, que estagnamos, paralisamos, não produzimos e assim não evoluímos.

É por essas e outras que ideia de mudança se faz tão necessária; pois, é como se a vida te dissesse que não dá mais para ficar morando na primeira fase do jogo, ou, ficar jogando o mesmo jogo a vida inteira; e, desta forma, te lança em novos desafios esperando que você acorde e enfim amadureça.

Lembra Daqueles Sintomas Sutis? Era Sua Vida Pedindo Mudança

Mesmo afogados no piloto automático, nossos corpos e mentes vão, constantemente, dando dicas, a fim de nos fazer perceber que não estamos bem.

Todo o problema começa como se fosse uma pequena semente em nosso interior que vai se revelando, ainda que sutilmente, no ambiente externo, para podermos perceber indícios de que algo precisa ser mudado.

Vejamos abaixo alguns desses sintomas, que de fato, lamentavelmente, nunca colocamos a devida atenção e que vão se tornando, na medida do tempo, em verdadeiros estágios de vida.

1. Tédio

Você por acaso lembra de alguma época de sua vida em que todos os momentos pareciam incompletos? Você lembra das vezes que queria estar fazendo outra coisa sem saber exatamente o quê? Já se pegou alguma vez trocando de atividades para dar um gaz na rotina, e, mesmo assim, permaneceu desanimada?

Você já teve certos momentos de felicidade, mas, que pareciam não durar ou ter a plenitude que costumavam ter? As atividades que você curtia fazer, aquilo que te empolgava, “de repente” (pois, nunca é de repente), já não te empolga mais?

Sinto informar que o nome para isso tudo é tédio. Em outras palavras: o tédio resolveu se mudar e morar de vez na sua vida; e, antes mesmo da corda arrebentar, você sentiu essa vibe e não se atentou. Pelo contrário, resolveu usar a rotina como um tapa buraco.

Neste caso, provavelmente, sua mente, se viu sem condições de contemplar as coisas boas de sempre. Sua mente, seu corpo, sua vida já amargavam naquele tédio as mudanças que você precisaria fazer e não fez.

2. O Dia em que Sua Rotina Virou Sua Inimiga

Lembra da época em que você queria fazer coisas novas? Você até pensou em fazer outras coisas além das obrigações diárias, como se matricular numa escola de dança, aprender a jogar basquete… Porém, eis que o ânimo, assustadoramente, nunca era o suficiente para conseguir te tirar da rotina.

Então agora você pergunta “O que estava acontecendo?” E eu te respondo: sua rotina virou sua inimiga! Você precisou se esconder atrás do que lhe era confortável, ainda que estivesse te machucando, porque eventos novos, inevitavelmente, te levariam a encarar o fato de que você já não cabia mais naquele seu mundinho.

Sim, era do seu conhecimento que havia algo consumindo sua energia e afetando suas vontades; porém, ainda assim, o medo de parar e olhar para dentro permanecia grande.

Esse tipo de situação é mais comum do que se pensa. No meio de um turbilhão de sentimentos e desentendimentos consigo mesmo, ninguém consegue priorizar o próprio equilíbrio psicoemocional. As pessoas não priorizam autoconhecimento, saúde mental, uma vez que é mais cômodo se esconder atrás da rotina.

3. Você Preferiu Se Isolar na Sua Própria Bolha

É normal que a rotina, a vida nos empurre para longe das pessoas que amamos. É normal que o ciclo de amizades diminua ou mude durante a vida. Porém, o que não é normal, é você se afastar das pessoas porque algo dentro de você não lhe permite fazer o que sempre fez.

O que está ocupando tanto o seu tempo que não te permite fazer o que sempre fez? Por que você não quer estar com quem você gosta? Não estaria na hora de procurar novos vínculos?

Se sua postura perante esse sintoma foi de se isolar sem procurar se entender, lamento informar, mas, outra vez você preferiu fugir de você mesma.

4. O Estresse Deu Às Caras e Você Preferiu Tratar como Algo Normal

Nesse período você se pegou com dores de cabeça? Se desesperou com a companhia indesejável da senhora insônia?

Você se viu perdendo a paciência com todo mundo? Se desentendeu com seu companheiro e adquiriu um curioso padrão do tipo pavio curto, o qual nunca teve antes?

Você resolveu ir ao médico, descobriu que era estresse, ficou aliviada e não faz nada do que o médico receitou? Ou pior, sequer foi ao médico e resolveu empurrar o mal-estar até ter um ataque e precisar de remédios psiquiátricos para normalizar?

O corpo e mente falam e costumam reclamar quando sobrecarregados. Se seus hábitos estão inadequados, seu corpo vai reclamar, pois, algo precisa mudar.

Se conviver com o incômodo foi sua opção, então agora você pode degustar das consequências da escolha desastrosa de não olhar para si mesma. Jamais minimize um problema de saúde.

5. Mentalidade Infantil

Por um acaso você era do tipo que procurava culpados quando as coisas costumavam dar errado?

Culpar as pessoas ou as circunstâncias certamente nos proporciona algum alívio momentâneo, mas, quando não nos responsabilizamos pelos nossos problemas, isso nos impede de crescer.

Quem não faz a opção por crescer, se infantiliza e se acostuma a resmungar e a procurar culpados ao invés de se resolver.

Esse sem dúvidas é o grande sinal de estagnação que podemos observar quando as coisas não estão bem.

Todavia, essa é a chave de mudança de mentalidade, que, lamentavelmente, não nos utilizamos, pois nossa opção é sempre fazer a escolha pelo mais fácil.

Somos acostumamos a optar pelo conveniente, o qual, na maioria das vezes, é fácil, mas, não costuma ser útil.

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