O Que São Crenças Limitantes?

A Crença limitante provém da ideia de aderência da mente a um padrão com características limitantes. Ou seja, são verdadeiros filtros negativos, pelos quais nos enxergamos e nos relacionamos com o mundo.

Trata-se de um conjunto de pensamentos, emoções e sentimentos negativos, que interiorizamos e cristalizamos suas propriedades em nossas emoções e hábitos a ponto de passarmos a conduzir nossas vidas respeitando tal configuração.

As crenças limitantes estão relacionadas principalmente a acontecimentos do passado, visto que precisam de tempo para serem interiorizadas e cristalizadas em nós. Por esta razão, a infância é sempre o período mais comum para a instalação de crenças tanto positivas quanto negativas, dado que a plasticidade do cérebro humano possibilita o armazenamento de aprendizados com mais eficiência.

Portanto, toda a vivência que gerou alguma forma de aprendizado, ou que nos provocou alguma forma de afeto negativo, seja esta oriunda de ação única (traumas), ou mesmo de ações cotidianas, garantirão um conjunto de pensamentos e sentimentos padrões, os quais formarão as nossas crenças limitantes.

Como se Desenvolvem e Atuam as Crenças Limitantes

As Crenças Limitantes Atuam em Ciclo:

Ciclo das Crenças Limitantes
Ciclo das Crenças Limitantes

Crenças Limitantes e as 3 Crenças Primárias do Indivíduo

Enquanto a cognição nos muda de fora para dentro pelo senso da razão e do reconhecimento quanto aos nossos hábitos, a investigação do que compõem nossa identidade, nossa estrutura de crenças, faz o trabalho inverso ao tocar em nossas informações internas, o que garante não só o conforto, mas também a racionalidade tão necessária, a fim de que passemos a desenvolver maneiras mais satisfatórias de fortalecimento psicoemocional.

Para entendermos melhor como essas crenças estão armazenadas e qual seria a maneira mais apropriada de trabalhar na superação desses padrões, didaticamente, podemos avaliar esse sistema com base no que seriam três crenças primarias – Identidade, Capacidade, Merecimento.

Crenças primárias

Crenças de Identidade

Essa crença se baseia na interpretação que fazemos de quem somos. Ou seja, é através dela que estruturamos nosso entendimento emocional do ser; de quem podemos ou não podemos ser.

Se atente para as perguntas abaixo:

  • Quem é você?
  • Quem você acredita ser?
  • As características que alimentam o seu quadro de identidade, isto é, de quem você é, se compõe majoritariamente de qualidades ou defeitos?
  • Você vê mais qualidades ou defeitos em você?

Portanto, se você se enxerga de forma depreciativa, com toda a certeza, terá grande probabilidade de atrair para si não só um modelo de vida negativo, mas também um círculo de pessoas que se adéque a ele. Logo, entender a maneira como nos vemos nos permite assimilar o que vem nos limitando e como podemos, a partir disso, estruturar um processo de mudança.

Crença de Capacidade

Essa crença se baseia no entendimento que eu assimilo do que eu posso ou não posso fazer. Após o entendimento de que eu sou começo então a fazer uma interpretação de minhas capacidades, ou seja, do que consigo fazer, de minhas potencialidades ou falta delas.

Todavia, cabe salientar que, muitas vezes, acreditamos que somos bons em algo, contudo, não nos sentimos com capacidade para realizar. Isso acontece porque nem sempre a crença do ser (identidade) definirá o entendimento que temos sobre nossas capacidades (fazer).

Crença do Merecimento

Em alguns casos a pessoa tem boa consciência de si, tem bom entendimento sobre quem é; tem amplas capacidade e até consegue crescer, se desenvolver, se realizar como pessoa e profissionalmente. Porém, quem possui embutido no seu íntimo a crença do merecimento, por não se sentir merecedor, tenderá a se autossabotar a fim de atender seu padrão interno.

Pessoas com essa crença limitante também possuem a tendência de não conseguirem fazer para si. Isto é, são brilhantes, exemplares, mas, nunca para desenvolver algo para si. Não conseguem se ajudar a crescer, mas, conseguem fazer isso muito bem pelos outros.

As 2 Classificações de Crenças Limitantes

Até aqui pudemos assimilar o sentido de crenças; o que é de fato importante para o entendimento concreto das crenças limitantes; afinal, nem toda a crença é ruim.

Logo, vimos até o momento que as crenças são interpretações que fazemos do que ouvimos ou
presenciamos repetidas vezes ao longo da vida e introjetamos, ou seja, tomamos como uma verdade. Essas crenças podem ser boas e nos auxiliar na busca por nossos objetivos; ou, podem ser negativas e prejudicar, bloquear, limitar totalmente nosso caminho até eles. Por isso, enquanto não nos dispusermos a fazer as mudanças necessárias desses padrões internos limitantes, continuaremos nutrindo e materializando esses padrões negativos num verdadeiro ciclo infinito.

Todavia, antes de descobrirmos como lidar com tais crenças limitantes, precisaremos saber um pouco mais de suas características.

As crenças limitantes podem ser de duas maneiras distintas, semântica e vivencial, sendo elas transmutadas de formas diferentes.

Crença Semântica

As crenças semânticas começam a fazer parte de nós através dos registros que interiorizamos ao longo da nossa vida a partir daquilo que vimos ou ouvimos, mas não desenvolvemos uma vivência propriamente dita.

Como Lidar?

Para modificar uma crença limitante semântica, se faz necessário mudar o sentido da crença do negativo para o positivo. Neste ponto, a repetição se torna importante, pois, a mente precisa se familiarizar o mais íntimo possível dessas novas verdades, para que as memórias mais antigas possam dar espaço as mais recentes.

Veja a seguir exemplos de transposição de crença semânticas.

Transposição de Crenças Limitantes Semânticas

Crença Vivencial

Esse tipo de crença está relacionada a situações vivenciadas na pele, e, por este motivo, se apresentam carregadas de emoções. Logo, não se trata de crenças que se encontram apenas no âmbito das ideias, dado que foram de fato presenciadas, e, por esta razão, encontram-se enraizadas no inconsciente e na memória consciente com mais profundidade.

Como Lidar?

Você não consegue modificar uma crença vivencial apenas tentando modificara a maneira de pensar. As crenças vivenciais pedem mais do que isso; isto é, mais do que o pensamento, é preciso modificar a emoção atrelada a ela.

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